Exclusivo: Hadail Mesquita, o Rei do Beiradão, é coroado o “Rei dos Meladinhos” pelas fãs apaixonadas do interior
Hadail Mesquita

Em uma investigação de campo (e de mato), O Candiru revela os bastidores da sofrência: entre um xibé e outro, o cantor não escapa do assédio das admiradoras nas festas de beira de rio.

Por Redação O Candiru

Alerta geral nas rádios comunitárias e nos paredões da Calha do Rio Amazonas! O universo musical amazonense acaba de passar por uma revolução sentimental. O nosso ícone absoluto, Hadail Mesquita, que já reinava soberano como o Rei do Beiradão, acaba de receber um segundo, oficial e inusitado título de nobreza.

Após consulta popular — realizada diretamente nas fontes, festas de aniversário e arraiais de Manacapuru a Itacoatiara — o cantor foi aclamado por aclamação unânime, com direito a gritos e desmaios: ele é o novo Rei dos Meladinhos.

A mudança de status não é pra menos. O homem, que já comandava as paradas com a sua música estourada — aquela que todo ribeirinho canta no gogó, sofrendo de amor: “Eu sou liso, mas sou gostosinho / E no meu bolso não tem nenhum tostão”, a famosa “Do Surubim” —, provou que o sucesso vai muito além da carteira vazia. O negócio agora é a conta bancária do carisma.

A Coroação nas Sedes e Atrás da Casa de Farinha

A equipe de reportagem de O Candiru esteve in loco para apurar os fatos. E o que descobrimos é um cenário de pura devoção. A aclamação de Hadail como Rei dos Meladinhos não acontece no palco principal, sob as luzes. A verdadeira consagração ocorre na “zona de exclusão”: debaixo das sedes dos clubes e, principalmente, atrás da casa de farinha, no meio do mato.

Relatos colhidos sob anonimato (por motivos óbvios de ciúmes) indicam que, ao final do show, quando o último acorde de beiradão ecoa, o ritual começa. “É uma loucura”, descreve uma fã que jura ter sido a primeira a beijar o anel do novo rei. “O Hadail desce do palco e é um arranca-rabo. As fãs apaixonadas vão pra cima mesmo. Onde tem uma sombra de cajueiro ou uma pilha de paneiro de farinha, tem fã agarrada com ele.”

Segundo nossa apuração, o título de “Meladinhos” tem dupla acepção:

  1. Refere-se ao estado físico da multidão após horas de festa, suor, xibé e, claro, muita cachaça derretida, que deixa o chão (e o povo) todo “melado”.
  2. É um eufemismo carinhoso para o resultado prático do assédio: o cantor sai de cada festa completamente “melado” de beijos, batom e abraços apertados das suas admiradoras.

O Novo Hino da Sofrência (versão proibida)

A redação de O Candiru já aposta que uma nova versão do hit “Surubim” vai estourar. A trilha sonora da nomeação, claro, não poderia ser outra, com uma atualização lírica sugerida pelo povo:

“Eu sou liso, mas sou gostosinho / Melado de suor e batom carminsinho / Eita, meu Rei do Beiradão / Agora é o dono da nação / Dos Meladinhos!”

Brincadeiras à parte, o título só reforça o carisma e a conexão genuína que Hadail Mesquita tem com o seu público do interior. Seja no palco ou — literalmente — escondido atrás da casa de farinha recebendo o carinho das fãs, o Rei do Beiradão provou que o que importa é a festa, a alegria e, claro, ser o dono absoluto dos corações (e dos meladinhos) nas margens do Rio Amazonas.

Vida longa ao novo monarca!