Prints vazados expõem mensagens criminosas de alunos e reitoria é pressionada por expulsão
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Prints vazados expõem mensagens racistas e misóginas de alunos da UFMT em Cuiabá. Reitoria é pressionada por expulsão imediata.

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O que era para ser apenas um espaço virtual de interação entre estudantes transformou-se em um caso gravíssimo de repercussão nacional dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), localizada em Cuiabá. Um grupo de alunos matriculados no curso de Ciências Econômicas foi formalmente denunciado após capturas de tela com mensagens de conteúdo estritamente racista e misógino circularem em plataformas digitais ligadas à comunidade acadêmica entre os dias 3 e 4 de outubro. A polêmica teve início em um grupo de conversas administrado pelo Centro Acadêmico de Economia (Caeco).

Segundo informações divulgadas pela própria entidade estudantil, alguns participantes começaram a publicar comentários altamente ofensivos direcionados contra pessoas negras. Diante da gravidade das ofensas, os responsáveis diretos foram removidos do espaço virtual e, na tentativa de conter a repercussão negativa, o grupo acabou sendo fechado temporariamente, permitindo o envio de mensagens apenas por parte dos administradores. Contudo, a situação escalou ainda mais quando parte dos alunos banidos migrou para um segundo grupo, vinculado à Atlética do curso, onde novas postagens preconceituosas foram feitas.

Conteúdo chocante e posicionamento das entidades acadêmicas

Entre os materiais que vieram a público e causaram revolta generalizada estava uma montagem chocante envolvendo uma mulher negra durante a realização de um exame de ultrassom, além de uma série de comentários depreciativos e de cunho explicitamente misógino contra mulheres e pessoas negras. A exposição gerou forte pressão da opinião pública e do corpo discente para que a instituição adote sanções severas, incluindo a expulsão sumária dos alunos envolvidos nas agressões virtuais.

Diante da repercussão do caso, o Caeco classificou as publicações como manifestações criminosas de racismo, misoginia e violência, repudiando veementemente a conduta. A Atlética Monopólio também se manifestou por meio de nota oficial, pontuando que atitudes dessa natureza não condizem com os valores defendidos pela entidade e jamais serão toleradas em seus espaços de convivência.

Resposta da UFMT e medidas administrativas em curso

Em nota oficial emitida à imprensa, a administração superior da UFMT informou que formalizou o recebimento das denúncias por meio de sua Ouvidoria institucional e encaminhou imediatamente o caso para a unidade técnica competente para a apuração rigorosa dos fatos. A instituição destacou que o procedimento corre sob sigilo legal e que as medidas administrativas cabíveis já estão sendo adotadas.

A reitoria reforçou ainda que a universidade pública pauta seus princípios na inclusão e no respeito à diversidade, pontuando que não admite qualquer tipo de discriminação, preconceito ou violência dentro do ambiente acadêmico. Enquanto as investigações prosseguem, coletivos estudantis e movimentos sociais cobram transparência e punição exemplar para os alunos apontados como autores das mensagens criminosas.

O Candiru

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